Que atraem aves




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PLANTAS

QUE ATRAEM AVES

Organizador

Luiz Fernando de Andrade Figueiredo

Segunda Edição

Março de 2001



CENTRO DE ESTUDOS ORNITOLÓGICOS

Caixa Postal 64532

05402-970 - São Paulo, SP

www.ceo.org.br



PROGRAMA JARDIM ECOLÓGICO


A lista de PLANTAS QUE ATRAEM AVES foi produzida pelo Programa Jardim Ecológico do Centro de Estudos Ornitológicos e destina-se a ajudar os “jardineiros ecológicos” a planejarem os plantios destinados a atraírem aves para seu Jardim Ecológico.


O Programa Jardim Ecológico, objetiva orientar os cidadãos a criarem em suas próprias residências “mini-estações ecológicas”, utilizando as técnicas de "jardinagem ecológica" ("wildlife gardening") ampliando as condições de sobrevivência nestes locais de plantas e animais, em especial das aves.
A prática do Jardim Ecológico permite que os cidadãos tenham em sua própria casa um convívio com a natureza, criando um ambiente educativo para os adultos e as crianças, contribuindo para a criação de uma melhor consciência ecológica e uma militância ambientalista.
O Programa Jardim Ecológico propõe-se a fornecer aos participantes por meio de publicações e outros meios, informações gerais sobre as técnicas de atração de aves e sobre as espécies de aves que frequentam os jardins e quintais. Desta forma já foram produzidas duas publicações: o livreto Como Atrair Aves para o Jardim Ecológico, disponível no site do CEO e a presente Plantas que Atraem Aves.
Outro importante objetivo do Programa Jardim Ecológico é o de desestimular a prática de manter animais silvestres como animais de estimação, o que é responsável pelo tráfico de animais silvestres. Não há porque tê-los em cativeiro, já que podemos tê-los em liberdade em nossos próprios jardins. Os Jardineiros são convidados a serem militantes da Campanha Permanente Lugar de Animal Silvestre é na Natureza.
Solicita-se aos Jardineiros Ecológicos que enviem ao CEO periodicamente informes e fotos de seus Jardins, relatando as implementações efetuadas, aves e outros animais que o frequentam, vivências com o Jardim e eventualmente problemas encontrados. Os Jardins Ecológicos que se destacarem pela efetiva criação de condições adequadas de sobrevivência das aves receberão do CEO um Certificado e serão indicados como modelos.

COMO UTILIZAR A LISTA DE PLANTAS

Devido à grande variação dos nomes populares das plantas e o fato de um mesmo nome poder designar diferentes espécies, é indispensável a utilização dos nomes científicos. Ao adquirir mudas, exija a correta designação de seu nome científico.

Na coluna “Porte” é indicada a altura aproximada da planta. Um número refere-se à altura em metros. Uma letra significa: P = pequena (altura inferior a 5 m); M = média (altura entre 5 e 9 metros) G= grande (altura acima de 10 metros).

A coluna “Categoria” ajuda a decidir pela escolha das espécies, de acordo com o porte (em geral a primeira exigência, em função da maior ou menor disponibilidade de espaço no “Jardim”) e tipo de atração. São as seguintes as categorias:


a- plantas de pequeno porte (até 1 metro), com flores com néctar, atrativas para beija-flores (e outros nectarívoros), ideais para espaços reduzidos (sacadas de apartamentos, floreiras) ou para complementação do ajardinamento. Inclui as trepadeiras (assinaladas com a letra “T”).

b- plantas de pequeno porte (até 1 metro), com frutos, atrativas para frugívoros, ideal para espaços reduzidos (sacadas de apartamentos, floreiras) ou para complementação do ajardinamento.

c- plantas arbustivas e arbóreas pequenas, em geral até 5 metros (lembre-se que a poda pode mantê-las menores) com flores com néctar, atraentes para beija-flores e outros nectarívoros.

d- plantas arbustivas e arbóreas pequenas, em geral até 5 metros, com frutos, atraentes para frugívoros.

e- ideal para cercas vivas (com podas adequadas).

f- arvores próprias para plantio sob fiação elétrica. (em geral entre 5 e 10 metros)

g- árvores de grande porte, acima de 10 metros, em geral também com copas largas.

h- tipo palmeira (tronco comprido e alto com copa estreita).

i- cactos.

j- frutíferas de pomar (comerciais)


SUGESTÕES PARA O PLANEJAMENTO DO PLANTIO:
1. Comece com as árvores grandes e de grandes copas. Pense em alguma que tenha frutos grandes, tipo frutos de pomar (abacateiro, mangueira, etc.). Lembre-se de deixar algumas frutas nos pés para as aves. Também deixe algumas caídas sob as árvores.

2. Continue com árvores médias que dão frutos.

3. Espaços pequenos poderão ser preenchidos com árvores altas porém com copas estreitas como as palmeiras (Palmae). Com o mesmo porte são o mamoeiro e as embaúbas, altamente atraentes.

4. Continue com as cercas vivas: alterne flores com néctar (não esquecer malvavisco, que floresce durante todo o ano) com produtoras de pequenos frutos.

5. Gramados: deixe florescer e frutificar pelo menos uma parte, sem aparar (produzem sementes atrativas).

6. Termine com as floreiras e vasos: o maior número possível de flores com néctar.

7. Se ainda houver espaço, plante na calçada. Escolha espécies adequadas sob fiação.

8. Quando houver possibilidade de plantio de mais de um exemplar de cada categoria, leve sempre em conta a fenologia, de modo que haja plantas floridas ou frutificando durante a maior parte do ano. Também procure variar as famílias, para obter um efeito paisagístico mais bonito, além de variedade ecológica.

9- Considere que muitas plantas, mesmo tendo um porte maior, podem ser podadas, adequando-se a espaços menores.

10- O planejamento paisagístico do jardim só será possível conhecendo-se o aspecto das plantas escolhidas. Quem as desconhece poderá procurar conhecê-las nas bibliotecas (vide a Bibliografia), jardins botânicos, parques públicos (a série “Conheça o Verde” indica a localização das espécies nos parques de São Paulo), lojas de jardinagem, etc. No projeto paisagístico cada um poderá exercitar sua criatividade. Muitas plantas aqui incluídas são exóticas. Alguns darão preferência a um “Jardim” exclusivamente nativo. Outros podem querer uma espécie de mini-jardim botânico, com representantes de diversos lugares do mundo.

11- A presente relação de “plantas que atraem aves” contém espécies que por fornecerem alimentos para aves, têm um efeito atrativo maior sobre elas. Deste modo, estas espécies se adequam muito bem ao “Jardim Ecológico”. Deve-se entretanto lembrar que todas as espécies de plantas são direta ou indiretamente de importância biológica para aves, pois os ecossistemas constituem uma unidade indivisível. Se o interesse for realizar reflorestamentos, restauração de ecossistemas, recuperação de áreas degradadas, etc, é conveniente consultar obras específicas e especialistas da área.

BIBLIOGRAFIA
Belton, W. 1994. Aves do Rio Grande do Sul. São Leopoldo: Editora Unisinos.

Editora Europa. 1995. Guia de consulta rápida: 300 plantas & flores. São Paulo: Editora Europa.

Frish, J. D. & Frish, C. D. 1995. Jardim dos beija-flores. São Paulo: Dalgas Ecoltec.

Lorenzi, H. 1992. Árvores brasileiras. Manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa: Editora Plantarum.

Lorenzi, H. Árvores brasileiras. Manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Vol. 02. Nova Odessa: Editora Plantarum.

Marcondes-Machado, L. O. & Argel-de-Oliveira, M. M. 1988. Comportamento alimentar de aves em Cecropia (Moraceae), em Mata Atlântica, no Estado de São Paulo. Rev. Bras. Zool. 4(4): 331-339.

Sanchotene, M. C. C. 1989. Frutíferas úteis à fauna na arborização urbana. Porto Alegre; Sagra.

São Paulo (Estado) Secretaria do Meio Ambiente. Secretaria Municipal de Planejamento. 1988. Vegetação significativa do município de São Paulo. São Paulo: IMESP.

Schubart, O., Aguirre, A. C., Sick, H. 1965. Contribuição para o conhecimento da alimentação das aves brasileiras. Arqu. Zool. Sao Paulo 12:95-249.

Sick, H. 1985. Ornitologia Brasileira, uma introdução. Brasilia: Editora Universidade de Brasília.

Silva, F. 1981. Contribuição ao conhecimento da biologia do papagaio charão, Amazona pretrei. Iheringia (Ser. Zool.), 58:79-85.

Voss, W. A. 1979. Aves observadas na área central da cidade de São Leopoldo, RS. Pesquisas (Zoologia) 31:9-24, São Leopoldo.



Voss, W. A., Sander, M. 1980. Frutos e árvores nativas na alimentação das aves. Trigo e Soja 51:26-30. Porto Alegre.

Abutilon megapotamicum


Malvaceae

lanterninha-japonesa

até 3

pri-outon




néctar

sul do Brasil

Abutilon striatum


Malvaceae

lanterninha, benção de Deus

até 2,5

primavera




néctar




Acanthospermum australe




carrapicho
















Achras zapota




sapoti, sapota

árvore







fruto




Acnistus arboreus

Solanaceae

fruto-de-sabiá

até 5

jul-out

nov

néctar




Acrocomia aculeata

Palmae

macaúba

10-15

out-jan

set-jan

frutos




Adenocalymna comosum

Bignoniaceae

cipó-banana

trepadeira







néctar




Aechmea spp

Bromeliaceae

bromélia




pri-outon




néctar




Aegiphila sellowiana

Verbenaceae

tamanqueira

4-7

dez-jan

fev-abr

frutos




Agapanthus africanus

Liliaceae

agapanto

até 1

primavera




néctar

África do Sul

Aglaia odorata

Meliaceae

aglaia

P

jul

jul




exótica

Aiouea saligna

Lauraceae

canela
















Alchornea sidaefolia

Euphorbiaceae

tapiá-guaçu, iricurana

15

primavera

verão

arilo



Alchornea triplinervia


Euphorbiaceae

tapiá-mirim

15-30

out-nov

dez-jan

arilo




Alpinia zerumbet

Zingiberaceae

alpínia

até 3

pri-outon




néctar




Allophyllus edulis

Sapindaceae

chal-chal, fruta de pombo

6-10

set-nov

nov-dez

frutos




Aloe spp

Liliaceae

babosa, aloé

até 1

pri-outon




néctar

África

Alstroemeria caryophyllacea

Amaryllidaceae

jacinto

até 1







néctar



Alstroemeria psittacina


Amaryllidaceae

alstroeméria

até 0,5

inverno




néctar

sul do Brasil

Amaryllis belladonna

Amaryllidaceae




até 1

prim




néctar

África do Sul

Amherstia nobilis

Leguminosae

amércia

até 15

pri-outon




néctar

Burma, India

Anacardium giganteum

Anacardiaceae

cajuí, cajuaçu

25-30

ago-nov

dez-abr

frutos

Brasil

Ananas bracteatus

Bromeliaceae

abacaxi-vermelho




pri-outon




néctar



Ananas comosus


Bromeliaceae

abacaxi

até 1

pri-outon




néctar




Anthocephalus indicus




cadó




set-out

jan







Aphelandra chamisoniana

Acanthaceae

afelandra

1-2







néctar




Aphelandra mirabilis

Acanthaceae

bálsamo-bicolor

até 1







néctar



Aphelandra sinclairiana


Acanthaceae

afelandra-coral

até 3

pri-ver.




néctar

Panamá

Aphelandra squarrosa

Acanthaceae

afelandra-amarela

até 0,5

pri-ver.




néctar




Aphelandra tetragona

Acanthaceae

afelandra-vermelha

até 2

verão




néctar




Araucaria angustifolia

Araucariaceae

pinheiro-do Paraná

20-50

set-out

abr.mai

frutos




Archontophoenix cunninghamiana

Palmae

palmeira-sifortia

M










exótica

Archontophoenix seafórtia


Palmae



















Arrabidea brachypoda

Bignoniaceae

cipó-una

1-2







néctar



Arrabidea florida


Bignoniaceae

cipó-neve

2-5







néctar




Arrojadoa aureispina

Cactaceae




1







néctar



Arrojadoa rhodanta


Cactaceae




2







néctar




Artocarpus heterophyllus

Moraceae

jaqueira

até 15







frutos




Asclepias curassavica

Asclepiadaceae

asclépia

0,5 a 1







néctar




Asystasia

Acanthaceae

asistásia

até 2

pri-outo.




néctar




Astrocaryum vulgare

Palmae

tucumã

10-15

ago-nov

nov-mai

frutos




Avicennia

Combretaceae













frutos




Bactris gasipaes

Palmae

pupunha

10-20

ago-dez

dez-jul

frutos




Banara parviflora

Flacourtiaceae

guaçatunga
















Bauhinia blakeana

Leguminosae

árvore-orquídea

até 10

out-inv




néctar

China

Bauhinia cupulata


Leguminosae

unha-de-vaca, pata-de-vaca




jul-out










Bauhinia forficata

Leguminosae

pata-de-vaca, bauínia

5-9

out-jan

jul-ago

néctar




Bauhinia galpinii

Leguminosae

bauínia-vermelha

até 5

verão




néctar

África

Bauhinia variegata

Leguminosae

unha-de-vaca, pata-de-vaca

até 10

jul-out










Begonia aconitifolia

Begoniaceae

begônia-metálica

até 2







néctar



Begonia coccinea


Begoniaceae

begônia-asa-de-anjo

até 2







néctar




Beloperone guttata

Acanthaceae

camarão-vermelho

até 1

pri-outon




néctar

México

Bertholletia excelsa

Sterculiaceae

castanha-do-PA

30-50

nov-fev

dez-mar

frutos




Bifrenaria harrissonae

Orchidaceae




0,3







néctar




Bilbergia spp

Bromeliaceae

bromélia




pri-outon




néctar




Blepharocalyx suaveolens

Myrtaceae

cambuí

até 10

set-nov

mar-abr

frutos




Bocageopsis multiflora

Annonaceae

envira-surucucu

8-12

jul-set

set

frutos




Bombax ceiba

Bombacaceae

bombax

até 30

inverno




néctar




Bougainvillea glabra e spectabilis

Nictaginaceae

primavera

trepadeira

ano todo




néctar




Brachiaria plantaginea

Graminae

braquiária

capim







sementes




Brownea grandiceps

Leguminosae

braúnea-vermelha

até 10

primavera




néctar

Venezuela

Brownea macrophylla


Leguminosae

braúnea-laranja

até 6

primavera




néctar

Colômbia, Panamá

Brunfelsia uniflora

Solanaceae

manacá

2-3







néctar




Butia capitata

Palmae

butiazeiro

até 8

primavera

ver-outon

frutos



Butia eriospatha


Palmae

butiá

4-6

out-jan

jan-mar

frutos



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