*pinto, André A., Chivittz, Cíntia da C., Lasmar, Guilherme D., Silva, Karina C. R., Machado, Nilce I., Giongo, C




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Coleções de Referência e Estudos Florísticos Associados à Pesquisa Arqueológica na Planície Costeira do Extremo Sul do Brasil
*PINTO, André A., CHIVITTZ, Cíntia da C., LASMAR, Guilherme D., SILVA, Karina C. R., MACHADO, Nilce I., GIONGO, C.
E-mail: andre_avilap@hotmail.com
Palavras chave: Arqueologia, Botânica, Paleo-ambientes
Introdução/Objetivos
Inspirados pela busca da transdisciplinaridade, o projeto em desenvolvimento busca estreitar relações entre a Arqueologia e a Botânica. Grandes possibilidades de resgate de informações sobre as comunidades passadas vêm de estudos como a antracologia (estudo anatômicos de carvões) e a carpologia (estudo de sementes e frutos), cujas coleções constituem a base deste tipo de estudo (Scheel et al. 1996, Sousa et al. 2007). A partir desta ferramenta, a Arqueologia busca entender qual o tipo de cobertura vegetal com a qual os povos antigos conviveram que plantas poderiam fazer parte da dieta alimentar, quais eram os fitoterápicos disponíveis, entre outras abordagens.


Metodologia
Realizaram-se coletas nas matas que cercam o sitio histórico Ecomuseu da Picada e ao sitio pré-histórico Leghmmann (Respectivamente figuras 1 e 2, anexo 1). Os materiais botânicos coletados foram processados em laboratório, passando primeiramente pela prensagem e posterior secagem em estufa. A identificação dos espécimes vem sendo feita com auxílio de diversas obras especializadas. As amostras férteis já identificadas ao nível de espécie foram montadas em exsicatas e depositadas na coleção do Herbário da Universidade Federal do Rio Grande (HURG), parte das quais constitui duplicatas para fins de permuta com outros herbários, visando estreitar os laços com outras instituições. Frutos e sementes identificados e vinculados às exsicatas de origem (voucher) foram armazenados em meio líquido (álcool 70%) e/ou em via seca (naftalina). O material estéril restante foi reservado para um “herbário de campo” para facilitar o reconhecimento de espécies in situ. As amostras de madeira vêm sendo queimadas em forno mufla para a obtenção de carvões.
Resultados e Discussão
As coletas periódicas forneceram lenho, frutos e sementes, para as coleções de referência que estão sendo implementadas além de outras partes vegetais que permitem a identificação ao nível de espécie. Foram obtidas 54 amostras de espécimes botânicos, além de informações sobre a flora regional. A lista florística atual conta com 29 espécies pertencentes a 23 famílias (Anexo 2). Destas ao menos três espécies constituem novos registros para a coleção do HURG.

As coleções de referência já estão sendo utilizadas para comparação com material arqueológico depositado no Laboratório de Ensino e Pesquisa em Antropologia e Arqueologia (LEPAN). A partir do primeiro semestre de 2011 as coleções serão empregadas também nas aulas práticas da disciplina de Botânica aplicada à Arqueologia, efetivando definitivamente sua finalidade primordial.


Considerações Finais ou Conclusão
A planície costeira do extremo sul do Brasil foi amplamente habitada por populações sambaquieiras, constituindo importante área de pesquisa arqueológica (Scheel-Ybert et al. 2009). O primeiro passo para o desenvolvimento de pesquisas no âmbito de Arqueobotânica na Universidade Federal do Rio Grande foi dado com o início das coleções de referência, que devem continuar incorporando exemplares provenientes dos sítios estudados e de outros ainda não explorados. O número de táxons amostrados é bastante relevante para o período de pouco mais de um ano de coleta. A obtenção do carvão para estudos antracológicos vem demandando a busca por protocolos adequados diante da falta de conhecimento sobre as espécies da região, entretanto, os primeiros resultados são animadores.

Referências Bibliográficas
LIMA-RIBEIRO, M. S., BARBERI, M. 2005. Análise palinológica: fundamentos e perspectivas na pesquisa arqueológica. Goiânia. 30p.
SCHEEL, R. et al..1996. Antracologia, uma nova fonte de informações para a arqueologia brasileira. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia, São Paulo. 6: 3-9p.
SCHEEL, R. Y. et al. 2009. Considerações sobre o papel dos sambaquis como indicadores do nível do mar. Quaternary and Environmental Geosciences. Rio de Janeiro. 7p.
SOUSA, R. C., ESTEVES, R., PASTORE, J. A. 2007. Carpoteca do Herbário D. Bento Pickel: organização e incremento. São Paulo. 31p.

Anexo 1


Figura 1: Residência do séc. XIX

Figura 2: Dunas e fragmentos de vegetação

Anexo 2
Lista de espécies




 

Espécie

Família

Fruto

Lenho

 

 

 

 

 

1

Acacia cf. bonariensis Gillies ex Hook. & Arn.

Leguminosae

x

x

2

Acianthera pubescens (Lindl.) Pridgeon & M.W. Chase*

Orchidaceae

 

 

3

Casearia silvestris Sw.

Salicaceae

x

x

4

Celtis iguanaea (Jacq.) Sarg.

Cannabaceae

x

x

5

Chrysophyllum marginatum (Hook. & Arn.) Radlk.

Sapotaceae

x

x

6

Cordia curassavica (Jacq.) Roen. & Schult.*

Boraginaceae

x

 

7

Daphnopsis racemosa Griseb.

Thymelacaceae

 

 

8

Diospyros inconstans Jacq.

Ebenaceae

x

x

9

Erythrina cristagalli L.

Leguminosae

x

x

10

Erythroxylum argentinum O.E. Schulz

Erythroxilaceae

x

x

11

Ficus cestifolia Schott

Moraceae

x

x

12

Geonoma schottiana Mart.

Arecaceae

x

 

13

Guettarda uruguensis Cham. & Schltdl.

Rubiaceae

 

 

14

Ilex dumosa Reisek

Aquifoliaceae

 

x

15

Lithraea brasiliensis Marchand

Anacardiaceae

x

x

16

Mollinedia eugeniifolia (Spreng.) Perkins

Monimiaceae

x

x

17

Myrcia palustris DC.

Myrtaceae

x

x

18

Myrrhinium atropurpureum Schott

Myrtaceae

 

x

19

Passiflora suberosa L.*

Passifloraceae

x

 

20

Pithecoctenium echinatum (Jacq.) Baill.*

Bignoniaceae

x

 

21

Psidium cattleianum Sabine

Myrtaceae

 

x

22

Psychotria carthagenensis Jacq.

Rubiaceae

 

x

23

Randia ferox (Cham. & Schltdl.) DC.

Rubiaceae

x

x

24

Schinus polygamus (Cav.) Cabrera

Anacardiaceae

x

x

25

Sebastiania brasiliensis Spreng.

Euphorbiaceae

x

x

26

Serjania sp.*

Sapindaceae

x

 

27

Smilax cf. campestris Griseb.*

Smilacaceae

 

 

28

Solanum pseudoquina A. St. Hil.

Solanaceae

x

 

29

Zanthoxillum fagara (L.) Sarg.

Rutaceae

x

 




* espécies não lenhosas











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