Noções de auto-ecologia Autoecologia




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Noções de auto-ecologia

Autoecologia

- Considera os organismos como representantes de uma espécie e como estes reagem aos fatores ambientais, tanto bióticos, como abióticos.



Portanto: a autoecologia lida com a adaptação e comportamento da espécie individual ou população em relação ao seu meio a ambiente.

- Exemplo: a determinação das preferências térmicas de uma espécie permitirá explicar (ao menos em parte) sua localização nos diversos meios, sua repartição geográfica, abundância e atividade. EX: Araucária no Sul do Brasil



Escolha das espécies para o plantio e principais usos

REFLORESTAMENTO E RECUPERAÇÃO DE MATAS NATIVAS

Como indicar a espécie?

1- Plantar ou deixar por conta da natureza

IBAMA: recomenda deixar a regeneração da mata de forma espontânea, não plantando nem roçando o mato, apenas cercando a área para impedir entrada de gado (voltaria a ocorrer espécies naturais da região, vindas de sementes das proximidades ou mesmo em estado de dormência).

2- Fator de regeneração progressiva

Recomposição de uma área degradada:

1º - aparecem as espécies pioneiras, mais rústicas, tolerantes ao sol pleno, de pequeno a médio porte, crescimento rápido e menos exigentes.

2º - começam a surgir as espécies intermediárias, que se aproveitam da sombra das primeiras

3º - as espécies "climax", que são arvores de grande porte e longevidade, que dominarão a mata, reduzindo as pioneiras a um percentual muito menor, formando o chamado sub-bosque.

Portanto: deve-se evitar o plantio de espécies climax em terreno aberto e limpo.


  • Em grandes reflorestamentos é comum o plantio simultâneo de todas as espécies, misturadas.

Por que?

  • Considera-se que as pioneiras se desenvolverão mais rapidamente, fornecendo sombra para as climaxes.

Se aproveitar a vegetação existente, e plantar as climaxes em seu meio?

- é necessário dosar a proteção fornecida pelas pioneiras, devido ao risco de abafamento, fazendo limpezas seletivas de tempos em tempos.



3- Fator clima, altitude, solo.

- Existem espécies que se adaptam melhor a solo mais seco ou mais úmido, arenoso, etc.

- Algumas espécies preferem climas frios, outras só produzem com muito calor.

- Algumas exigem altitudes mais baixas ou mais elevadas.

- Normalmente as espécies climaxes exigem um solo mais rico em adubação.

4- Fator regional (macro região).

Existe uma vegetação característica para cada região do país.



As principais são:

Floresta Amazônica

Cerrado

Caatinga nordestina

Mata Atlântica

Vegetação litorânea

Pantanal

Mata das Araucárias e campos do sul

- Uma espécie que compõe a vegetação típica da região a ser reflorestada sempre se adaptará bem, respeitando-se compatibilidade de clima e solo.

Importante observar as matas remanescentes da região, identificando as espécies que se adaptam melhor, e dar preferência a elas.

Desta forma é muito importante plantar as espécies predominantes da mata original, de preferência originárias de sementes colhidas nas proximidades, que certamente apresentarão desenvolvimento mais rápido e garantido, e depois mesclá-las com outras espécies nativas de interesse.

5- Fator aplicação.

Qual a finalidade do reflorestamento? Normalmente os mais comuns são três requisitos:

- Árvores frutíferas para atrair e manter a fauna (muitas vezes não são frutos comestíveis para o homem),

Árvores de grande porte (madeira de lei).

Árvores com floração atraente, que também são melíferas, para a apicultura.

Frutíferas: Goiaba, Araçá, Murici, Papagaio, Pombeira, Cajá, Pitanga, Gabiroba.

Grande porte: Jequitibá, Sapucaia, Peroba do Campo, Inuíba, Copaíba, Garapa.

Com Flores: Ipês, Quaresmeira, Mulungu, Canafístulas, Faveiro

PIONEIRAS

Embauba – Cecropia (diversas espécies)

Angico jacaré – Piptadenia gonoacantha

Caja mirim – Spondias monbin

Fedegoso - Senna macranthera

Fedegoso gigante – Senna alata

Leiteira – Tabernaemontana fushiaefolia

Pombeira - Cytharexylum myrianthum

Papagaio ou tamanqueira - Aegiphila sellowiana

Capixingui - Croton floribundus

Sangra d’agua - Croton urucurana

Marianeira - Acnistus arborescens



INTERMEDIÁRIAS

Amendoim do mato – Pterogyne nitens

Aroeira vermelha - Schinus terebinthifolius

Cabreúva, Balsamo - Myroxylon balsamum

Canafístula de fava - Cassia ferruginea

Canela branca  - Ocotea spichiana

Caroba branca - Sparattosperma leucanthum

Catuaba branca - Eriotheca candolleana



CLIMAXES

Angico vermelho (mam. Porca) - Anadenanthera macrocarpa

Araribá - Centrolobium robustus

Brauna preta – Melanoxylon brauna

Cedro - Cedrela fissilis

Copaiba  - Copaifera langsdorfii

Garapa  -  Apulea leiocarpa

Cutieira ou boleira – Joanesia princeps



Madeira ou lenho: é produzida por um meristema secundário, o câmbio vascular, que tem a capacidade de se dividir para o interior formando o xilema (lenho) e para o exterior dando origem ao floema.

O câmbio vascular é constituído por dois tipos de células, as fusiformes iniciais e as iniciais radiais.



Formação do xilema:

Divisão periclinal: tipo de divisão dá-se perpendicularmente ao eixo radial da célula, levando ao aumento em volume uma vez que junta uma célula ao xilema e outra ao floema.

Formação do floema: divisão anticlinal

-permite a continuidade do câmbio vascular levando ao aumento do diâmetro da árvore.



Medula – conjunto de células parenquimatosas que pode provocar sérios defeitos de secagem e ter influência na resistência da madeira, sendo preferível obter sempre peças isentas de medula.

Anéis de crescimento – são tanto mais visíveis quanto mais heterogênea for a madeira.

- Constituído por lenho inicial (Primavera) e por lenho final (Verão).



- Resinosas: lenho inicial é mais volumoso e possui uma densidade mais baixa, comparado com o lenho final.

Folhosas: quando a distinção das camadas é possível, em climas temperados, verifica-se que o lenho final é mais desenvolvido do que o lenho inicial.

Anéis de crescimento permitem uma reconstrução detalhada do crescimento da árvore, pois refletem as condições ambientais bem como as alterações ocorridas na estação onde árvore se encontrava.



Cerne: A partir de uma certa idade da árvore, as células da zona central do lenho começam a morrer, formando uma zona fisiologicamente inativa.

Alburno ou Borne: zona ativa, onde se mantêm vivas as células parenquimatosas.

Nas espécies em que se distinguem facilmente as duas zonas, nota-se que a tonalidade do cerne é mais escura, o que se deve à oxidação e polimerização de substâncias fenólicas conduzidas pelos raios levando à formação de pigmentos.

Estas substâncias normalmente designadas por extrativos, conferem ao cerne uma maior durabilidade natural em comparação com o borne

Pode-se distinguir o borne do cerne não só pela sua tonalidade, mas também pela permeabilidade, que é superior no borne.

Lenho juvenil – Encontra-se junto à medula, sendo resultado dos primeiros anos de atividade cambial.

Características: a menor densidade, menor resistência mecânica, menor quantidade de lenho de verão, fibras com menor comprimento, menos celulose.

Este tipo de lenho vai normalmente até ao 15º anel, dependendo da espécie.



OBS: melhor forma de evitar a presença de lenho juvenil nos produtos de madeira é alterar a idade de corte das árvores, pois ao aumentar a idade de revolução a proporção de lenho juvenil no tronco é menor.

Lenho de reação –pode ser de compressão (nas resinosas) ou de tração (nas folhosas), influencia as propriedades da madeira tanto positiva como negativamente.

EX: Quando a madeira das árvores –troncos ou ramos –É formada sob condições excepcionais de esforço mecânico, apresenta características diferentes da madeira normal (“lenho normal”) a que se dá o nome de “lenho de reação”, como resposta a essa solicitação excepcional

Característica da madeira

1- Densidade básica

2- Massa específica aparente

3- Cor


4- Durabilidade natural

6- Preservação

7- Secagem

8- Trabalhabilidade

9- Anatomia da madeira desta espécie, em seus aspectos gerais, macroscópicos e microscópicos,

1) Densidade básica da madeira: massa específica convencional obtida pelo quociente da massa seca pelo volume saturado.

Massa seca: é determinada mantendo em estufa a 103ºC até que a massa do corpo de prova permaneça constante.

Volume saturado: é determinado em corpos de prova submersos em água até atingirem peso constante.

Densidade básica

Densidade = Massa Volúmica [density(inglês)]

ρ= m/V

Onde:


m (massa); V (volume)

Unidadas típicas: g.cm-3 , kg.m-3

Densidade dos componentes químicos da parede celular

Densidade da celulose: 1,53 g.cm-3

Densidade da lenhina: 1,33 g.cm-3

Extrativos: compostos de baixo peso molecular (celulose, hemicelulose e lignima )

Maior percentagem de extrativos > maior densidade

Densidade do cerne > densidade do alburno



Madeira maisdensa é maior a proporção entre as paredes celulares e a as cavidades celulares

(lumens das células)



A- Pau rosa (Dalbergia latifolia)

0,85 –1 g.cm-3



B – Balsa (Ochroma lagopus)

0,1 –0,2 g.cm-3



Efeito do teor de umidade na densidade da madeira

A presença de água na madeira faz variar tanto a massa como o volume da madeira, afetando portanto a sua densidade.



Quanto maior o teor de umidade maior o valor da densidade

Como regra aproximada, a densidade da madeira aumenta 0,5% por cada aumento no teor de umidade da madeira de 1%.



Efeito da largura do anel anual na densidade da madeira

A proporção de lenho de princípio/lenho de fim de estação determina a densidade.



Resinosas: crescimentos mais lentos da largura do anel significam densidades mais elevadas;

Folhosas: porosidade anel verifica-se crescimentos mais rápido da largura do anel significam densidades menos elevadas.

Determinação da densidade da madeira

Massa é determinada por pesagem

Determinação da massa seca (em estufa): coloca-se o provete de madeira numa estufa a 103 ±2ºC até atingir peso constante (corresponde a 0% de umidade da madeira).

Volume: é determinado pela medição das dimensões do provete de madeira (quando possível) ou pelo método da deslocação de água (princípio de Arquimedes).

Princípio de Arquimedes: todo o corpo mergulhado num fluído sofre, por parte do fluido, uma força vertical para cima, cuja intensidade é igual ao peso do fluido deslocado (é independente do material imerso)

- Higrospicidade da madeira: quando se utiliza o método de deslocação de água para determinar o volume da madeira seca em estufa, a madeira é imersa em parafina fundida (durante uns segundos), para se obter uma camada fina protetora e impedir a entrada rápida de água.

Provetes de madeira muito pequenos: problemas da higrospicidade, pode-se fazer a imersão em fluidos não higroscópicos (mercúrio).

A massa de mercúrio deslocada é convertida em volume, dividindo a massa pela densidade do mercúrio (13,6 Kg/l, dependente da temperatura)



Microdensitometria de raios-x

A radiação (raios x) absorvida/transmitida

É registrada num filme fotográfico.

Especialmente apropriada para medir a variabilidade da densidade dentro, e entre, anéis anuais.



Importância da densidade

Importante fator na determinação das propriedades físicas e mecânicas que caracterizam diferentes espécies de madeiras, diferentes árvores de uma dada espécie e diferentes regiões de uma mesma árvore.



Exemplos: Uniformidade dentro de uma dada madeira é desejável para a obtenção de um produto final padronizado.

- A velocidade de impregnação da madeira pelo licor de cozimento e conseqüente ritmo de deslignificação são influenciados pela densidade, sendo de se esperar que, dentro de uma mesma espécie, madeiras menos densas sejam mais facilmente deslignificadas.



Coníferas: observa-se uma relação inversa entre a densidade da madeira e o tempo de refinação da celulose para se atingir um determinado grau de moagem.

Alta densidade = Baixo tempo de refinação da celulose



Folhosas: relação direta tem sido verificada

2) Massa específica: das propriedades da madeira é a que melhor expressa sua qualidade para fins tecnológicos e industriais, determinando o uso mais adequado para cada espécie.

Dentro do tronco, são formadas regiões de massas específicas diferentes.



Por que ocorrem essas variações na massa específica da madeira?

Devido à variação na espessura da parede celular e às alterações no volume de espaços vazios existentes no interior da madeira.

Ocasionadas por tratamentos silviculturais, fatores genéticos, condições ambientais e a própria idade da árvore.

Massa Específica de um corpo: relação entre sua massa e seu volume respectivo.

A relação entre o peso do material e o seu volume, desconsiderando os espaços vazios da madeira, ou seja, a quantidade de matéria prima lenhosa (parede celular), apresenta uma variabilidade muito pequena.

Portanto, é atribuído um valor constante de 1,53 g/cm3 ou de 1,50 g/cm3.

Massa específica aparente: o peso por unidade de volume aparente da madeira em um determinado teor de umidade.

Esta pode ser determinada em diversos teores de umidade, utilizando normalmente 0% ou 12%.



Em regra geral, madeiras pesadas (lei): são mais resistentes, elásticas e duras que as leve.

- São de mais difícil trabalhabilidade e apresentam maior variabilidade.

O conhecimento da massa específica serve como uma informação útil sobre a qualidade e para a classificação de uma madeira.

Determinar a massa específica: é necessário conhecer o peso e o volume da peça de madeira em questão.

- O peso é diretamente obtido em uma balança de laboratório (precisão em função do peso da peça)

- Determinar o volume existem vários métodos, dos quais os seguintes são os mais utilizados:

Determinação pelo Método Estereométrico

- Determinação do volume é feita através das dimensões da amostra, o que pode ser feita com simples instrumentos de medição (paquímetros, Micrômetros)



Determinação pelo Método por Deslocamento

Consiste na imersão da peça considerada em um líquido de densidade conhecida, e tem a grande vantagem de se poder utilizar corpos-de-prova com formas irregulares.



a) Imersão da peça em mercúrio:

É um método bastante preciso e consiste em mergulhar a amostra em mercúrio, sendo o seu volume igual à porção deste deslocada.

- Colocando-se a peça de madeira no depósito cilíndrico contendo mercúrio, gira parafuso micrométrico para fazer subir um filete de mercúrio no tubo de vidro, até uma altura preestabelecida pela peça metálica, e anota o valor correspondente no parafuso micrométrico.

- Repete-se esta operação sem a amostra dentro do aparelho para fazer o filete mercúrio atingir a mesma altura anterior e anota-se o novo valor, lido no parafuso micrométrico.

O volume da peça é, então, determinado pela diferença das duas leituras, multiplicada pela constante do aparelho, igual a 0,3 (cada unidade de avanço no parafuso micrométrico corresponde a 0,3 cm3), portanto:

V = 0,3 ( a1 -a2 ) ( cm3 )

onde: V = volume da peça de madeira cm3

0,3 = constante do aparelho

a1 = leitura efetuada com a peça de madeira no interior do aparelho

a2 = leitura efetuada sem a peça de madeira no interior do aparelho

Exemplo:

V = 0,3 ( a1 -a2 ) ( cm3 )

0,3 = constante do aparelho

a1 = 0,8 cm (leitura efetuada com a peça de madeira no interior do aparelho)

a2 = 0,6 cm (leitura efetuada sem a peça de madeira no interior do aparelho)

V= 0,3x (0,8 -0,6)

V= 0,06 cm3



b) Imersão da peça em água:

  • Amostras de madeira de maiores dimensões

  • Volume pode ser determinado pelo deslocamento de água, usualmente em recipiente de cobre.

Desejando resultados mais precisos: impermeabilizar a superfície com parafina ou, ainda, o uso de um fator de correção.

Variação da massa específica no sentido radial e axial

A variação das condições climáticas influência na velocidade de crescimento das árvores.

Períodos com maior disponibilidade de luz, calor e água no solo, as plantas apresentam intenso crescimento vegetativo.

As plantas desenvolvem células de paredes finas, lume grande, coloração mais clara e menor massa específica.



Períodos com menor disponibilidade de luz: a planta reduz suas atividades cambiais.

Portanto: resulta em células espessas, lume pequeno, aspecto mais escuro e maior massa específica.

Coníferas ou espécies de clima temperado: produz anéis de crescimento bem marcados, o que permite conhecer a idade aproximada do indivíduo.

Folhosas: essa distinção dos anéis é menos evidente.

3- Cor

A variação da cor natural da madeira é devida à impregnação de diversas substâncias nas células e nas paredes celulares.



Altera-se:

  • teor de umidade (escurecendo quando exposta ao ar),

  • exposta ao sol,

  • contato com determinados metais

atacada por certos fungos (Podridão seca - Serpula lacrymans) e bactérias (gênero Bacillus).

A cor das madeiras pode ser modificada artificialmente por meio de tinturas e descolorações.



4- Durabilidade natural da madeira

  • É a durabilidade apresentada pela madeira exclusivamente em resultado das substâncias tóxicas ou inibidoras naturais nela contidas.

EX: gênero Eucalipto: 1 ,8-cineol ou eucaliptol, que é o componente principal do óleo de Eucalyptus globulus.

Protege contra o ataque de certos organismos, como fungos, bactérias, etc.



6- Preservação da madeira

A madeira pode ser deteriorada por agentes biológicos e por reações químicas.



Portanto:

A seleção e a aplicação adequada de um produto preservante é fundamental para conferir um aumento na durabilidade natural da madeira



Bom preservativo para madeira deve apresentar as seguintes características:

a) boa toxidez a organismos xilófagos;

b) não ser volátil nem lixiviável;

c) não se decompor nem se alterar e ter alta permanência na madeira;

d) não ser corrosivo;

e) não ser inflamável;

f) não deve prejudicar as propriedades físicas e mecânicas da madeira;

Propriedades Físicas da Madeira

Higrospicidade – Capacidade da madeira para absorver umidade da atmosfera envolvente (entumecimento) e de perder por evaporação (retração)

Flexibilidade- capacidade da madeira para flectir por ação de forças exercidas sobre si e não se quebrar.

Durabilidade – propriedade que mede a resistência temporal da madeira aos agentes prejudiciais sem putrificar.

Propriedades Mecânicas da Madeira

Resistência a compressão- resistência da madeira a forças que tendem a encurtar seu comprimento.

Resistência a tração- resistência da madeira a forças com tendência a estender o seu comprimento.

Resistência a flexão: resistência da madeira a forças ao longo do seu comprimento.

Dureza: resistência oferecida pela madeira a forças de penetração.

g) deve ser inodoro e seguro em relação ao homem e ao meio ambiente;

h) ter custo acessível;

i) estar disponível no mercado.



Produtos Preservativos são classificados:
- Solubilização em óleo ou em água, dessa forma, podem ser óleos solúveis ou hidrossolúveis (mais utilizados)

Hidrossolúveis: constituídos, de sais de íons metálicos (formulação possuem substâncias químicas como arsênio, cromo, boro, cobre, zinco e flúor).

- São empregados na forma de mistura visando assim melhorar a fixação do preservativo, reduzir os efeitos corrosivos sobre metais e proteger a madeira contra um maior número de agentes xilófagos.



Dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA (2012), os principais ingredientes ativos registrados no órgão, para aplicação pelo método de autoclavagem são:

- Arseniato de Cobre Cromatado tipo C (CCA-C);

- Borato de Cobre Cromatado (CCB),

- Base óxido e salino;

-Cobre Azol tipo B (CA-B); além do óleo creosoto.



Controle da qualidade em madeira tratada é feito:

  • Determinação da penetração

  • retenção

  • distribuição do preservativo na madeira.

a) Penetração

Refere à profundidade que o preservativo penetra na madeira.

Normalmente é medida em mm

Madeiras de folhosas é considerada satisfatória quando ocorre a impregnação total do alburno.



Avaliação:

-utilizam-se seções transversais ou discos recém-cortados das peças tratadas,

- cilindros lenhosos retirados perpendicularmente à direção das fibras com auxílio de um trado especial.

- NBR 6232 (ABNT, 1973): penetração dos preservativos pode ser determinada com o auxílio de reações colorimétricas.

EX: madeiras tratadas com Arseniato de Cobre Cromatado tipo C (CCA-C)

- Teste colorimétrico: consiste no uso de uma solução contendo Cromoazurol S, acetato de sódio e água.


  • Cor azul escura: revela a presença do cobre proveniente do CCA.

  • Coloração rosa: é a ausência de cobre na madeira, identificando onde não foi efetiva a penetração.

b) Retenção: é a quantidade de preservativo contida em um determinado volume de madeira, expressa em kg/m³.

  • Preservativo hidrossolúvel: a retenção é expressa pela quantidade de ingredientes ativos por metro cúbico de madeira tratável (kg I.A*m-³).

EX: moirões, uso em contato com o solo, é de 6,5 kg*m-³, de acordo com a NBR 9480 (ABNT, 2009).

SECAGEM DA MADEIRA

-é uma técnica que visa a redução do seu teor de umidade, objetivando levá-la até um determinado ponto, com um mínimo de defeitos e no menor tempo possível.



- Portanto: técnica economicamente viável, tendo-se em mente o fim para o qual a peça da madeira se destina.

BENEFÍCIOS DE SECAR A MADEIRA

a) A redução na movimentação dimensional: A madeira tende a contrair-se conforme vai secando e expandir-se conforme absorve umidade (diz respeito às contrações e ao inchamento da madeira).

b) Redução dos riscos de ataque de fungos apodrecedores e manchadores: Principais fontes de alimentos tanto para fungos e insetos, o ataque desses microrganismos pode comprometer seriamente as propriedades mecânicas da madeira.



c) Redução de custos: Reduz sensivelmente seu peso e com isso seu custo de transporte diminuirá;

d) Melhoria na tratabilidade: Uma peça de madeira com 20% de umidade será mais facilmente impregnada por produtos químicos preservativos ou retardantes de fogo, bem como aceitará mais facilmente pinturas, vernizes, ceras e outros materiais de acabamento.

e) Aumento da resistência mecânica: Em comparação com uma peça de madeira úmida, uma madeira previamente seca apresenta uma sensível melhora nas suas propriedades mecânicas, tais como: compressão, dureza, etc... (exceções: tração perpendicular às fibras e resistência ao impacto);

f) Melhora nas características de trabalhabilidade : Uma madeira seca apresenta melhores resultados de aplainamento, lixamento, furação, etc...;

g) Melhora nas propriedades de pega: Uma madeira úmida não permite uma boa aderência de produtos fabricados à base de cola ou colados. Exemplos: compensados, laminados, etc...

h) Melhora nas propriedades de isolamento: Uma madeira seca conduz menos calor que uma úmida;

Como a água se distribui no interior da madeira?

Água livre: preenche o vazio das células vegetais (lumens) e recebe essa designação porque não está ligada à madeira por forças de natureza química ou física;

Água de ligação: também conhecida como higroscópica, encontra-se no interior da parede celular, geralmente formando pontes de hidrogênio com os polímeros naturais que a constituem.

- Após a colheita da árvore, a madeira vai perdendo água livre para o meio ambiente, até que o lúmen das células fique completamente vazio, situação conhecida como ponto de saturação das fibras (p.s.f.).

- Esse ponto de saturação ocorre entre 25% e 30% de umidade.

- A secagem da madeira busca o equilíbrio de umidade com o meio ambiente.

- Durante esse período de perda de água livre, a madeira não apresenta qualquer tipo de variação dimensional.

Abaixo do ponto de saturação das fibras, continuando o processo de secagem, começa a perda da água de ligação, acompanhada de contração da madeira, que continua até 0% de umidade.

Basta a madeira ser colocada em ambiente de maior umidade relativa para que o processo se reverta, podendo inchar até chegar ao ponto de saturação das fibras.

Trata-se de um processo dinâmico, de troca de moléculas de água entre a madeira e o meio ambiente, até atingir um ponto de equilíbrio. Pode-se dizer que a umidade de equilíbrio da madeira corresponde a 20% da umidade relativa do ar, ou seja:



Ue =  Ur /5, onde:

Ue = umidade de equilíbrio da madeira

Ur = umidade relativa do ar.

Uma peça de madeira colocada num ambiente com 60% de umidade relativa, no equilíbrio terá um teor de umidade aproximadamente igual a 60/5, o que corresponde a 12%.



Impregnação industrial da madeira: é fundamental que esteja abaixo do ponto de saturação das fibras, para que existam espaços internos a serem preenchidos pela solução preservativa;

- Colagem das peças: é necessário que a madeira esteja abaixo do ponto de saturação as fibras, permitindo que ocorram as reações de fixação.

Determinação do teor de umidade da madeira:

Em laboratório – É necessária uma estufa de secagem em laboratório, uma balança analítica compatível com a massa da amostra de madeira, além de um dessecador para o transporte da madeira entre a estufa e o local de pesagem e vice-versa.

Deve-se registrar a pesagem inicial da madeira como “peso verde” (Pv ).

Em seguida , coloca-se a madeira na estufa a 102° C, até que a diferença entre duas pesagens consecutivas seja muito próxima de zero.

Deve-se anotar o valor dessa pesagem como “peso seco” (Ps ). Nessas condições:

     U (teor da umidade)= Pu – Ps / Ps x 100

teor de umidade na base seca”: teor de umidade, muito usado em tecnologia da madeira.



Desvantagens:

  • exigência de equipamento especial,

  • pessoal especializado,

  • longo tempo de execução e difícil de ser executado com um número mais significativo de amostras, por ser um ensaio destrutivo.

Medidores elétricos – Estas medições baseiam-se nas variações das propriedades elétricas da madeira com a umidade.

Há medidores elétricos de umidade dos seguintes tipos:

  • Resistência

  • Perda de Potência

  • Capacitivo

Os medidores elétricos do tipo resistência são os mais comuns.

Vantagens:

-  Resultados imediatos;-  Trabalho reduzido;

-  Maior amostragem;

-  Não destrutivo;

-  Há portáteis;

-  Acompanhamento da secagem..

 Desvantagens:

-  Menor precisão;

-  Utilização entre 5%-30% de umidade;

-  Necessita correções em função de temperatura e espécie da madeira;

-  Calibração constante.

 Acima de 30% de umidade esses aparelhos são muito imprecisos e sob essas condições o seu uso deve ser evitado.



8- Trabalhabilidade

Facilidade da madeira a ser trabalhada com ferramentas manuais ou máquinas.



Exemplos:

Angelim Amargoso (Vatairea spp.)

Trabalhabilidade:comportamento moderadamente bom no processo mecânico, porém apresenta tendência a levantamento de fibras ao ser aplainada.

EX: Cedrinho (Erisma uncinatum Warm)

Trabalhabilidade: Fácil de aplainar, serrar e lixar

Aplicação: Construção civil e naval, móveis, molduras, carpintaria comum, rodapés, chapas, fôrma para concreto, caixas, engradados, embalagens, e outros.

Espécies para plantio e principais usos

Espécies de eucalipto indicadas em função do uso:

Celulose: E. alba, E. dunnii, E. globulus, E. grandis, E. saligna, E. urophylla e E. grandis x E. urophylla (híbrido).

Lenha e carvão: E. brassiana, E. camaldulensis, E. citriodora, E. cloeziana, E. crebra, E. deglupta, E. exserta, E. globulus, E. grandis, E. maculata, E. paniculata, E. pellita, E. pilularis, E. saligna, E. tereticornis, E. tesselaris e E. urophylla.

Serraria: E. camaldulensis, E. citriodora, E. cloeziana, E. dunnii, E. globulus, E. grandis, E. maculata, E. maidenii, E. microcorys, E. paniculata, E. pilularis, E. propinqua, E. punctata, E. resinifera, E. robusta, E. saligna, E. tereticornis e E. urophylla.

Móveis: E. camaldulensis, E. citriodora, E. deglupta, E. dunnii, E. exserta, E. grandis, E. maculata, E. microcorys, E. paniculata, E. pilularis, E. resinifera, E. saligna e E. tereticornis.

Laminação: E. botryoides, E. dunnii, E. grandis, E. maculata, E. microcorys, E. pilularis, E. robusta, E. saligna e E. tereticornis.

Caixotaria: E. dunnii, E. grandis, E. pilularis e E. resinifera.

Construções: E. alba, E. botryoides, E. camaldulensis, E. citriodora, E. cloeziana, E. deglupta, E. maculata, E. microcorys, E. paniculata, E. pilularis, E. resinifera, E. robusta, E. tereticornis e E. tesselaris.

Dormentes: E. botryoides, E. camaldulensis, E. citriodora, E. cloeziana, E. crebra, E. deglupta, E. exserta, E. maculata, E. maidenii, E. microcorys, E. paniculata, E. pilularis, E. propinqua, E. punctata, E. robusta e E. tereticornis.

Postes: E. camaldulensis, E. citriodora, E. cloeziana, E. maculata, E. maidenii, E. microcorys, E. paniculata, E. pilularis, E. punctata, E. propinqua, E. tereticornis e E. resinifera.

Estacas e moirões: E. citriodora, E. maculata e E. paniculata.

Óleos essenciais: E. camaldulensis, E. citriodora, E. exserta, E. globulus, E. smithii e E. tereticornis.

Taninos: E. camaldulensis, E. citriodora, E. maculata, E. paniculata e E. smithii.

Espécies de eucalipto indicadas em função do clima:

Úmido e quente: E. camaldulensis, E. deglupta, E. robusta, E. tereticornis e E. urophylla.

Úmido e frio: E. botryoides, E. deanei, E. dunnii, E. globulus, E. grandis, E. maidenii, E. paniculata, E. pilularis, E. propinqua, E. resinifera, E. robusta, E. saligna e E. viminalis.

Subúmido úmido: E. citriodora, E. grandis, E. saligna, E. tereticornis e E. urophylla.

Subúmido seco: E. camaldulensis, E. citriodora, E. cloeziana, E. maculata, E. pellita, E. pilularis, E. pyrocarpa, E. tereticornis e E. urophylla.

Semiárido: E. brassiana, E. camaldulensis, E. crebra, E. exserta, E. tereticornis e E. tessalaris.



Espécies de eucalipto indicadas em função do solo:

Argilosos: E. citriodora, E. cloeziana, E. dunnii, E. grandis, E. maculata, E. paniculata E. pellita, E. pilularis, E. pyrocarpa, E. saligna, e E. urophylla.

Textura média: E. citriodora, E. cloeziana, E. crebra, E. exserta, E. grandis, E. maculata, E. paniculata, E. pellita, E. pilularis, E. pyrocarpa, E. saligna, E. tereticornis e E. urophylla.

Arenosos: E. brassiana, E. camaldulensis, E. deanei, E. dunnii, E. grandis, E. robusta E. saligna, E. tereticornis e E. urophylla.

Hidromórficos: E. robusta.

Distróficos: E. alba, E. camaldulensis, E. grandis, E. maculata, E. paniculata, E. pyrocarpa e E. propinqua.



Indicação EMBRAPA Floresta

- Regiões acima do paralelo 24º Sul, de clima predominantemente tropical, as mais indicadas são E. grandis, E. urophylla, E. saligna, e E. cloeziana para plantios com mudas formadas a partir de sementes de pomares e áreas de produção de sementes.

Plantios de sementes híbridas das espécies, E. grandis e E. urophylla, podem ser realizados nas regiões tropicais, independente de testes locais.

- Para plantios de mudas, formadas por clonagem, são recomendados testes de comportamento do crescimento, e definição do uso da matéria prima.



Pinus sp.: mais plantadas e industrializadas o Pinus elliottii Engelm. e P. taeda.

No entanto, existem muitas outras espécies de Pinus com grande potencial de utilização, que devem ser objetos de pesquisa tecnológica.



Espécies de Pinus indicadas em função do uso

Arborização, parques e jardins: P. caribaea, P. elliottii, P. kesiya, P. montezumae, P. oocarpa, P. pinea, P. pseudostrobus, P. radiata, P. roxburghii, P. strobus, P. taeda, P. tecunumanii e P. virginiana

Celulose: P. caribeae, P. taeda, P. maximinoi, P. patula, P. kesiya, P. pseudostrobus, P. tecunumanii, P. virginiana, P. strobus e P. echinata

Caixotaria: P. kesiya, P. pinea e P. virginiana

Construções: P. elliottii, P. kesiya, P. palustris, P. radiata, P. sylvestris, P. taeda, P. tecunumanii e P. wallichiana

Dormentes: P. palustris e P. taeda

Estacas e moirões: P. elliottii, P. caribaea var hondurensis, P. oocarpa, P. kesiya e P. pinea

Laminação: P. taeda, P. elliottii, P. strobus, P. caribaea, P. chiapensis, P. maximinoi, P. oocarpa e P. tecunumannii

Lenha e carvão: P. caribaea var hondurensis, P. caribaea var bahamensis, P. oocarpa e P. roxburghii

Móveis: P. taeda e P. elliottii

Particulados (aglomerado, OSB, waferboard): P. taeda, P. oocarpa, P. pinea, P. palustris, P. pinaster, P. patula, P. caribaea, P. chiapensis, P. maximinoi e P. tecunumannii

Postes: P. palustris, P. pinea e P. taeda

Resina: P. taeda, P. elliottii, P. tecunumanii, P. caribaea var hondurensis, P. caribaea var bahamensis, P. pinaster, P. sylvestris, P. oocarpa, P. kesiya, P. merkusii, P. patula, P. montezumae, P. palustris, P. ponderosa, P. roxburghii, P. pseudostrobus, P. leiophylla, P. montezumae, P. hartwegii e P. echinata

Serraria: P. taeda, P. elliottii, P. palustris, P. patula, P. oocarpa, P. maximinoi, P. caribaea var hondurensis, P. caribaea var bahamensis, P.caribaea var caribaea

Espécies de Pinus indicadas em função do clima

Equatorial: P. caribaea var hondurensis, P. caribaea var bahamensis, P.caribaea var caribaea, P. maximinoi e P. oocarpa

Tropical Brasil Central: P. caribaea var hondurensis, P. caribaea var bahamensis, P.caribaea var caribaea, P. oocarpa, P. tecunumanii, P. maximinoi, P. patula, P. montezumae, P. kesiya, P. pseudostrobus, P. wallichiana, P. taeda e P. elliottii

Tropical Zona Equatorial: P. caribaea var hondurensis, P. caribaea var bahamensis, P.caribaea var caribaea, P. maximinoi e P. oocarpa

Temperado: P. taeda, P. elliottii, P. patula, P. echinata P. montezumae, P. virginiana, P. radiata, P. kesiya, P. wallichiana, P. maximinoi, P. chiapensis, P. hartwegii, P. leiophylla, P. pinea, P.pinester, P. sylverstris, P. greggi, P. roxburghii, P. strobus, P. palustris, P. merkusii e P. ponderosa

Espécies de Pinus indicadas em função do solo

Argilosos: P. caribaea var hondurensis, P. caribaea var bahamensis, P.caribaea var caribaea, P. taeda e P. tecunumannii

Textura média: P. kesiya e P. elliottii

Arenosos: P. maximinoi, P. pinaster, P. hartwegii, P. leiophylla, P. maximinoi, P. elliottii, P. taeda, P. caribaea var hondurensis, P. caribaea var bahamensis, P.caribaea var caribaea e P. tecunumannii

Hidromórficos: P. elliottii, P. contorta, P. palustris, P. taeda, P. tecunumanii, P. chiapensis e P. caribaea var hondurensis

Distróficos: P. elliottii

Acácia – negra

- Espécie leguminosa de múltiplos propósitos, tais como restauração de ambientes degradados, fixação de nitrogênio, produção de tanino e de energia, dentre outros.

No Brasil vem sendo plantada, principalmente, com a finalidade de produção de tanino e energia.

O plantio da acácia-negra + eucalipto + pinus está entre os mais expressivos entre as florestas plantadas.

- Concentração de plantio: Rio Grande do Sul.

Vantagem da espécie:

Idade de corte no Brasil (5 anos até 10 anos)

Uma árvore de acácia-negra pesa em média nos plantios brasileiros, na idade de 6 a 8 anos, 60 kg, sendo que destes 6 kg correspondem à casca e 54 kg à madeira.

Funções ambientais

- Ação recuperadora de solos de baixa fertilidade, permite consórcio com cultivos agrícolas e criação de animais e de suas árvores além da madeira é possível o uso da casca para fins industriais.

-Devido ao seu rápido crescimento, sua facilidade de adaptação a diferentes locais mesmo em áreas que tenham perdido o solo superficial, a acácia-negra tem sido efetiva no controle da erosão.

- Espécies é de vida curta, cerca de 10 a 15 anos

- As principais espécies plantadas no mundo são Acacia mangium, A. saligna e A. mearnsii, sendo os principais países plantadores a África do Sul e o Brasil.

- Apresenta bom crescimento em solos moderadamente profundos, bem drenados e de textura média.

- Devido ao seu sistema radicular superficial desenvolve-se bem mesmo em solos rasos, mas torna-se muito susceptível aos ventos fortes, podendo tombar com facilidade.

- Não tolera solos mal drenados, hidromórficos ou muito úmidos e apresenta desenvolvimento reduzido em solos muito ácidos e de baixa fertilidade.

- O gênero acácia é característico de regiões climáticas áridas e semi-áridas, é comum em muitas regiões sub-úmidas, pouco freqüente na região úmida e raro nas florestas tropicais e campos.

- Na região de origem cresce em zonas onde a temperatura média do mês mais quente varia entre 25º e 28º C e a temperatura média do mês mais frio varia de 0º a 5º C.

- A espécie não cresce com vigor em áreas com ocorrência de muitos dias seguidos com temperaturas que excedem 40º C.

- Na região de sua distribuição natural, ocorrem de 10 a 40 geadas por ano, mas seu crescimento é reduzido quando cultivada em regiões de geadas fortes e muito numerosas.

- Na região de origem, a precipitação média anual varia de 625 a 1000 mm, com 100 a 180 dias de chuva por ano.

- Não apresenta bom desenvolvimento quando submetida a período prolongado de estiagem no primeiro ano de implantação.



Serigueira

Hevea brasiliensis é uma planta de ciclo perene, de origem tropical, cultivada e utilizada de modo extrativo, com a finalidade de produção de borracha natural

- Brasil: cultivo nas Regiões Sudeste, Centro-Oeste, na Bahia e mais recentemente no oeste do Paraná.

- Áreas de plantios comerciais: compreende de 24ºN (China) até 25ºS (São Paulo, Brasil)



Clima

- região de clima tropical e úmido, abrangendo áreas com temperatura média de 25ºC e pluviosidade média de 2000 mm.

- Regime pluviométrico anual favorável: varia entre 1300 a 3.000mm, com chuvas distribuídas uniformemente durante todo o ano.

- Evitar o plantio em locais: temperatura média anual abaixo de 20 graus centígrados e umidade excessiva por proporcionarem condições ideais à incidência de doenças que limitam a cultura.



Solo

- Textura leve, profundos e bem drenados, ligeiramente ácidos (pH 4,5-5,5), em altitudes até 600 m.

- A espécie é pouco exigente em fertilidade do solo.

- Planta necessita retirar do solo uma grande quantidade de água para suportar uma produção de látex que chega a conter 68% de água.



Madeira

- Leve mole e de baixa durabilidade natural .

- Coloração de madeira se assemelha ao branco, às vezes pode apresentar um aspecto marrom claro ou amarelado.

- Densidade gira em torno de 560 a 650 Kg/m³.

- Umidade da madeira recém-cortada é de aproximadamente 60%, podendo ser reduzida para 15% quando seca ao ar, exigindo pelo menos 10 dias de exposição nessas condições.

- Apresenta problemas de contração da madeira (fenômeno de variação nas dimensões e no volume em função da perda ou ganho de umidade que provoca contração em uma peça de madeira), devido a existência de tração dificultam a sua utilização .

A ocorrência de tração é natural, e não pode ser evitada.

- Para tentar minimizar esses problemas na madeira recomenda-se proteger o seringal do vento (quebra-ventos), diminuindo as torções dos ramos, troncos e a quebra das árvores.



Teca (Tectona grandis)

- nativa das florestas tropicais de monção do Sudeste Asiático (Índia, Mianmar [antiga Birmânia], Tailândia e Laos).



- área de ocorrência natural: entre os paralelos de 09º N e 25º N.

  • árvore de grande porte, podendo alcançar 2,50 metros de diâmetro e mais de 50 metros de altura.

  • tronco é habitualmente retilíneo, de seção circular e reduzida conicidade (diminuição do diâmetro do tronco da base para a copa).

  • A casca é gretada e de cor cinza ou marrom; embora não seja grossa (cerca de 15mm), parece ser termo-isolante, conferindo elevada resistência ao fogo.

  • hábito pioneiro

  • exige plena exposição à luz solar, não tolerando qualquer forma de sombreamento.

- seu crescimento inicial em altura é muito rápido, chegando aos três metros no primeiro ano e aos cinco metros, ou mais, no segundo.

A madeira

moderadamente pesada - Pesa cerca de 650 quilos por metro cúbico, situando-se portanto entre o cedro e o mogno;

de boa resistência em relação ao peso - Sua resistência à tração, flexão e outros esforços mecânicos é semelhante à do mogno brasileiro.

estável - Praticamente não empena e pouco se contrai durante a secagem.

- não é sensível às variações na umidade do ambiente.

Durável – O cerne da teca não é atacado por cupins, carunchos ou outros insetos,

-é imune à ação dos fungos decompositores de madeira, pelo que pode ser enterrado, exposto ao tempo ou à água do mar, sem sofrer maior dano.

- A durabilidade do cerne deve-se à “tectoquinona”, um preservativo natural contido nas células da madeira.

- tanto o alburno, como o cerne da teca, contém outra substância, denominada “caucho”, uma espécie de látex que reduz a absorção de água e lubrifica as superfícies, reduzindo a abrasão.

- é bastante resistente a ácidos e protege o ferro (pregos e parafusos) da corrosão.

Fácil de trabalhar - De textura média, madeira da pode ser serrada, aplainada, lixada e furada sem maior dificuldade.


  • praticamente não racha ou trinca e permite um acabamento esmerado.

  • não apresenta dificuldades na colagem.

Uso múltiplo

No mercado internacional, onde seu preço é elevado, o uso se restringe às aplicações mais nobres, concentrando-se em:

• móveis para uso externo (varanda e jardim),

• pisos (assoalho, parquet, etc),

• decoração interior e exterior (painéis de lâminas faqueadas e lambris)

• construção naval - com destaque para o revestimento do convés de veleiros e iates.

- O cerne da teca é tão durável quanto o da aroeira, pelo que é empregado no meio rural como poste, moirão, esticador, vara de curral, etc.

- Postes de teca, incluindo alburno tratado com preservativo, encontram boa colocação na transmissão de energia elétrica, por serem leves, resistentes e duráveis.



Araucaria angustifolia

  • Nativa do Brasil

Variedades, a saber: Araucaria angustifolia: elegans, sancti josephi, angustifolia, caiova, indehiscens, nigra, striata, semi-alba e alba.

Madeira

- moderadamente densa, com densidade aparente de 0,50 a 0,61g/cm³, a 15% de umidade ; e densidade básica de 0,42 a 0,48g/cm³ .

- coloração da madeira é branco-amarelada e bastante uniforme, sendo o alburno pouco diferenciado do cerne.

- A textura é fina e uniforme e a grã é direita.

- é facilmente atacada por fungos decompositores e cupins, porém é altamente permeável aos preservativos, facilitando o tratamento da madeira.

- Apresenta tendência à distorção e rachaduras, dificultando a secagem natural, e para se obter madeira de boa qualidade, é necessária a secagem artificial controlada.

- é de fácil trabalhabilidade, mas deve-se tomar cuidado ao aplainar ou resserrar a madeira de compressão, pois pode ocasionar distorções.

- É indicada para caixotaria, movelaria, laminados, tábuas para forro, ripas, caibros, lápis, carpintaria, palitos de fósforos, formas para concreto, marcenaria, compensados, pranchas, postes e mastros de navios.

- Os nós da madeira do pinheiro-do-paraná apresentam alto poder calorífico e, portanto, é um bom combustível.

Usos Não-Madeireiros

A) Artesanato: o nó da madeira pode ser utilizado para confecção de utensílios domésticos, bem como matéria-prima para esculturas.

B) Uso medicinal: o costume popular indica que o pinhão combate azia, anemia e debilidade do organismo.

- As folhas cozidas são usadas no combate à anemia e tumores provocados por distúrbios linfáticos.

- A infusão da casca mergulhada em álcool é empregada para tratar “cobreiro”, reumatismo, varizes e distensões musculares.

C) Recuperação de área degradada: utilizada para recomposição de mata ciliar, desde que o local não sofra inundações.

D) Alimentação: os pinhões constituem um alimento muito nutritivo e energético para alimentação humana, assim como para a fauna silvestre.

- No Estado do Paraná também é comum alimentar porcos domésticos com pinhões.



Aspectos Mesológicos

A) Clima

Precipitação média anual: de 1400 a 2000 mm na Região Sul, com distribuição uniforme de chuvas e de 1200 a 2000 mm para a Região Sudeste, com chuvas concentradas no verão.

Temperatura média anual: de 13,2°C (São Joaquim-SC) a 21,4°C (Cianorte-PR).

Tipos climáticos de ocorrência: Clima tropical úmido, Clima subtropical úmido e Clima subtropical de altitude.

B) Solo

- exigente em condições de fertilidade e física do solo, principalmente para o fator profundidade.



- Os solos adequados para o cultivo do pinheiro-do-paraná são: Latossolos Vermelhos com horizonte A bem desenvolvido, altos teores de cálcio e magnésio, profundos, friáveis, porosos, bem drenados, com boa capacidade de retenção de água e textura franca a argilosa.

Condições de solo que mais afetam o crescimento dessa espécie, são: deficiência de nutrientes, toxidez por alumínio e profundidade do solo, quando inferior a 1m.

- Lençóis freáticos a menos de 90 cm de profundidade tornam-se restritivos ao crescimento do pinheiro.


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