Grão Mestre Antonio de Oxalá Antonio Severino da Cunha




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A RAIZ RELIGIOSA AMERÍNDIA


  • 5. O "TUYABAÉ-CUAÁ E A SANTIDADE"

A Sabedoria dos Pajés Ancestrais de Pindorama - o Tuyabaé-Cuaá - estudada por De Bry, Hans Staden e Padre Simão de Vasconcellos exprimia-se numa linguagem sagrada - o Nheengatu -, a "Língua Boa". Entretanto, esta mesma Sabedoria reconhecia que existira uma língua matriz muito mais antiga - a Abanheengá - tão antiga, diziam ainda os Pajés, que "somente Tupã, o Deus Supremo, poderia tê-la ensinado à raça mais antiga de toda a Terra", ou seja, aos seus antepassados".

      Os Tupis-Guarani adoravam, pois, a um Deus Único Supremo - Tupã - mas reconheciam a existência de uma Trindade Manifestadora do Poder Divino - Guaracy, Yacy e Rudá -, simbolizando o Poder Gerante, o Poder Gestante e o Poder Gerado, admitindo ainda a existência de um Messias Civilizador - Yurupari - gerado pela Virgem Mãe Chiucy.

      Desta forma, tinham uma divisão entre os ritos dos clãs masculinos [Tembetá], dos clãs femininos [Muyraquitan] e dos ritos para os seus antepassados, entre eles o do Guayú [evocação dos espíritos ancestrais], quando os seus Xamãs - os Payés - entoavam um canto lento, ritmado, repetitivo e de efeito hipnótico ao som de seus Mbaracás [chocalhos], aplicando-os depois à testa das Cunhãs [mulheres profetizas], que então entravam em transe mediúnico e passavam a comunicar as mensagens dos Ra-Angás [Espíritos de seus Antepassados].

      Este antiquíssimo conjunto de crenças Tupi-Guarani foi detectado e conhecido pela Ordem Católica dos Jesuítas que, sobre ele, pode estabelecer um programa

de evangelização dos indígenas nos primórdios da colonização do Brasil, baseado em três pontos principais :


  • 1 - a aceitação destes valores espirituais ancestrais nativos "Tupã", "Guaracy", "Yacy", "Rudá" e "Chiucy", mas trocando-lhes os nomes para "Deus Pai", "Santíssima Trindade" e "Virgem Maria";

  • 2 - o combate sem tréguas contra aos valores mais radicalmente opostos aos dos ocidentais, tais como a autoridade dos Payés, o rito espirítico do Guayú, com seus Mbaracás mediunizantes e suas Cunhãs profetisas;

  • 3 - transformar o Messias Civilizador Yurupari numa contrafacção do "Diabo".
          Um dos resultados paralelos dessa catequese cristã foi o aparecimento do primeiro sincretismo religioso brasileiro - o Indígena-Cristão -, o qual desenvolveu-se dentre os descendentes dos indígenas espoliados na medida que viam naufragar a cultura de seus ancestrais e que muito pouco lhes era dado em troca para substituí-la : a "Santidade".

      A Santidade foi um movimento messiânico de caráter nitidamente indígena, baseado no ressentimento contra os brancos invasores, fazendo uso de um Cristianismo mal digerido do qual adotaram a construção de "Igrejas'; um simulacro de "Batismo"; chefes masculinos e femininos denominando-se por "Pai de Deus" e "Mãe de Deus"; uso de procissões, rosários e cruzes.

      Isto tudo de mistura com valores da cultura indígena, como a poligamia, cantos e danças indígenas, mas cujo ponto principal ainda era o uso do Petun [Tabaco] como "erva sagrada", tradicionalmente insuflado nas narinas do oficiante, na forma de "rapé" [pó torrado das folhas secas de tabaco) até que ocorresse o transe místico, o qual era chamado, precisamente, de "Espírito de Santidade".

      Combatido pela Inquisição Católica já à partir de 1534, o sincretismo indígena-cristão da "Santidade" originou um novo culto - a "Pajelança" -, o qual revivia sobretudo os antigos rituais indígenas de cura, o dos seus Ra-Angás [Antepassados] e, agora, um outro

dedicado aos "Espíritos da Santidade". Esta mixagem de conceitos religiosos indígena e cristão - o Tuyabaé-Cuaá, a Santidade, a Pagelança - passa a ser considerada o primeiro Sincretismo Religioso ocorrido nas Américas.


A RAIZ RELIGIOSA AMERÍNDIA:


  • 6. PINDORAMA

O Popol Vuh, Livro Sagrado da Nação Maia da América Central, assim relata o momento da Criação do Mundo :-"0 aspecto da Terra ainda não havia sido revelado, havia apenas o Mar Doce e o espaço aberto do Céu. Assim falaram as Divindades: –"Retirai-vos Águas e dai lugar para que a Terra aflore e se consolide". "TERRA", disseram, e no mesmo instante esta foi criada".

        Diz ainda o Popol Vuh : –"De barro, fizeram a carne dos Homens"–, significando, então que a Primeira Raça Humana era de cor vermelha acobreada, da cor do barro com que foi criada, símbolo da interação da Terra e da Água, vivificada pelo Fogo do Espírito insuflado pelo Ar do Hálito Divino.

        E nesta imensa terra aflorada que a ciência atual denomina Pangéia – Continente Uno – o primeiro ponto seguro sobre a crosta terrestre foi, justamente, o que hoje denominamos de Planalto de Goiás, no Estado de Goiás, no Brasil Central.

        Com o passar dos milênios, a primeira raça humana desceu deste planalto central original, multiplicando-se e ocupando as terras firmes do imenso continente único ainda existente, deixando como lembranças de sua passagem, em toda a Terra, imensas construções megalíticas ainda hoje inexplicadas e que, por terem sido elevadas ou rebaixadas pelo nascimento das cadeias montanhosas, hoje são atribuídas à raças muito posteriores que delas fizeram uso como refúgios seguros, observatórios celestes, templos a seus ancestrais, fortalezas ou que as reproduziram em suas novas construções.


        E assim, vivendo em perfeita comunhão ecológica com o seu meio ambiente, alguns desses povos primitivos conseguiram manter sua unidade biológica e sua tradição Iniciática, sobrevivendo aos imensos cataclismos naturais se processaram a partir do rompimento do Continente único, quando os diversos fragmentos continentais subseqüentes começaram a se afastar uns dos outros, tal como ainda hoje ocorre com magnitude infinitamente menor.

        As tradições expressas nos livros sagrados de várias outras raças como o Papiro dos Mortos, os Vedas, a Epopéia de Gilgamesh, a Torah, os Eddas nos contam que a duras penas a Humanidade conseguiu sobreviver em vários desses novos continentes.

        Também as lendas de nossos povos indígenas, os quais seriam modernamente conhecidos como Tupi-Guarani e que com mais certeza sobreviveram aos gigantescos cataclismos por terem ficado na parte mais antiga e estável do planeta, nos relatam sua luta pela sobrevivência em meio a tais cataclismos.

        À época de sua "descoberta" pelos europeus, embora já distantes da primitiva pureza de suas tradições, os Tupi-Guarani ainda sabiam-se de uma origem tão antiga que denominavam a sua mítica terra de origem ancestral pelo nome de Pindorama, porque este nome referenciava-se à uma lenda tão antiga que envolvia a idéia de um Dilúvio Universal que havia alcançado a "Terra das Palmeiras", que é o que significa "Pindorama" .

        Assim sendo, permanecendo na mítica Terra das Palmeiras de seus ancestrais e daí irradiando-se e vivendo por milênios em integração harmônica com a natureza, foram os povos Tupi-Guarani os que melhor retiveram a "centelha espiritual" da primeira raça humana.

        Viajantes e estudiosos da época do descobrimento e colonização inicial do Brasil, como De Bry, Hans Staden e Padre Simão de Vasconcellos espantaram-se com a constatação da religiosidade dos antigos Tupi.  

Suas observações e estudos demonstram que a concepção religiosa, mística e teogônica destes povos era de uma grande elevação e estrutura moral que somente poderiam ser alcançadas por uma raça de antiquíssima maturação espiritual.  Assim, muito antes das tradições religiosas Africanas Banto e Sudanêsa se encontrarem no Brasil, aqui já existia a tradição religiosa autóctone dos Povos Indígenas Tupi-Guarani, os primeiros habitantes desta terra que eles denominavam pelo nome ancestral "Pindorama".
      Estes conhecimentos eram transmitidos pela tradição oral de seus Payés e chamava-se Tuyabaé-Cuaá, a "Sabedoria dos Doze Velhos Payés" a qual demonstra a sua ancestralidade com a saga do índio Tamandaré salvando-se, com sua família, de um Dilúvio no topo de uma gigantesca palmeira - a Pindó -, que flutuou sobre as águas que encobriam a "Terra das Palmeiras".

51. Jurema e suas recomendações:

Tradicionalmente são três as recomendações para participar de um trabalho de Jurema:



  • Conduta ética coerente com o que a Doutrina prescreve harmonia, amor, verdade, justiça, fé, esperança e caridade.

  • Busca de uma reconciliação interna e com os irmãos, os quais se pode estar desentendido.

  • Abstinência sexual 24hr antes e depois de cada trabalho.

Podemos acrescentar mais algumas recomendações.

  • Não consumir bebidas alcoólicas.

  • Não ir para o trabalho com roupas vermelhas ou pretas, mulheres devem usar saia longa, homens calça comprida.

  • Não fumar cigarros durante o trabalho.

  • Lanches, bolachas, chocolates, etc, devem ser deixados para depois.

  • Durante o trabalho da bebida da Jurema (ritual) é necessário muita seriedade e concentração, é necessário que todos zelem pelo silêncio e pela harmonia do ambiente, conversas devem ser deixadas para depois.

  • Todos os participantes devem ficar até o final, portanto, não é permitido ir embora antes do término.

  • Pedimos a todos uma contribuição mínima, para a manutenção e reforma do espaço e para o custeio da distribuição da Jurema.

A Umbanda do Sertão Pernambucano tem a Jurema como seu ritual sagrado, a bebida da Jurema (linha de Umbanda São João Batista ( Oriente ) e Rei Salomão chefe supremo da Jurema – abre a mesa de Jurema o Mestre Canguruçu quando é dedicado ou chamado os 7 Reinos), dessa forma desenvolvemos as quatros vertentes, Ameríndio, Afro-Brasileiro, Cardessismo e Catolicismo popular, hoje em dia muitos terreiros perderam suas origens de Jurema, com a chegada das 7 linhas de Umbanda por não compreender o que é linha de Umbanda ou trabalho de Jurema com os Reinos e Mestres encantados. Sendo conhecido por todos nós os 7 encantados ou reinos, que são Juremal, Canindé, Urubá, Fundo do Mar, Vajuncá, Josafá e Tigre. Sendo que cada Reino encantado tem seu Mestre,

Reino do Urubá – Rei do Urubá / Mestre Urubá.

Reino do Juremal – Rei de Jurema / Mestre Juremal.

Reino do Canindé – Rei Canindé / Mestre Canindé.

Reino do Funda do Mar – Rei do Fundo do Mar / Mestre do Mar.

Reino do Vajuncá – Rei do Vajuncá / Mestre do Vajuncá.

Reino do Josafá – Rei do Josafá / Mestre Josafá.

Reino do Tigre – Rei do Tigre / Mestre Tigre.


OBS: Cada reino possui sete vales de corespondencias.
Vejamos os trabalhos:

podemos chamar os 7 Reinos e Mestres quando na consagração da Jurema tendo também o trabalho individual de cada Reino com seu Mestre de frente, como também na Umbanda, tem trabalho com as 7 linhas, quando na festividade do santo da casa, como também tem trabalho individual de cada linha com o responsável de frente que lidera todo o trabalho.

Os guias Mestres ou espíritos protetores são pertencentes as linhas de Umbanda e Jurema de um dos reinos encantados que foi conquistados pela Umbanda ao longo do tempo, com essa organização os trabalhos recebem forças que manifesta/acosta nos Médiuns tanto das linhas de Umbanda como dos Reinos Encantados da Jurema, se observarmos bem temos 7 Linhas de Umbanda e 7 Reinos Encantados de Jurema que a cada linha corresponde um Reino de Jurema e nesses reinos e linhas trabalham:

Os Vaqueiros / Cangaceiros.

Os Boiadeiros.

Os Baianos.

Os Mineiros.

Os Marinheiros.

Os Índios / Caboclos / Juremeiros.

Os Beatos. etc.

Todos os Encantados, tendo suas passagens pela Umbanda e Jurema, por esses e outros motivos muitos não compreende mais os trabalhos, com todo esse conjunto de agrupamentos de espíritos, mais que tem o mesmo objetivo: reconhecem Jesus/Oxalá e praticam a caridade.

Com todas essas diversidades é o que faz crescer a Umbanda.


Nas diversidades das ramificações das religiões encontramos quatro formas de fazer o vinho da Jurema: em cada ritual tem o que comanda todo o trabalho e os demais Mestre que venham se acostar nos Mestres(Aparelhos) ou acosta nos Médiuns (Aparelhos):


  1. Água, Mel e Casca da Raiz da Jurema.

  2. Água, Vinho e Casca da Jurema.

  3. Água, Cachaça e Casca da Jurema.

  4. Água, Frutas e Casca da Jurema.

Os demais ingredientes que compõe a bebida para a preparação da Jurema, para que ela transforme no vinha pronto para beber, pertence aos Mestres desencarnados que é repassado ao Mestre encarnado nos dias de preparo do vinho de acordo a formula que for feito acima ( segredo dos Mestres ).

    • 51. Religiões no Brasil: 
      As principais religiões no Brasil e número de seguidores, crenças, tradições



Brasil: um país com grande diversidade religiosa

    • 1. Introdução.

O Brasil é um país que possui uma rica diversidade religiosa. Em função da miscigenação cultural, fruto dos vários processos imigratórios, encontramos em nosso país diversas religiões (cristã, islâmica, afro-brasileira, judaíca, etc). Por possuir um Estado Laico, o Brasil apresenta liberdade de culto religioso e também a separação entre Estado e Igreja.

    • 2. Principais religiões e crenças no Brasil e seus seguidores: 
      (Fonte: IBGE - censo Demográfico de 2000.)

Religião ou Crença

Nº de seguidores no Brasil

 

 

Igreja Católica Apostólica Romana

124.980.132

Igreja Católica Ortodoxa

38.060

Igreja Batista

3.162.691

Igreja Luterana

1.062.145

Igreja Presbiteriana

981.064

Igreja Metodista

340.963

Assembléia de Deus

8.418.140

Congregação Cristã do Brasil

2.489.113

Igreja Universal do Reino de Deus

2.101.887

Igreja do Evangelho Quadrangular

1.318.805

Igreja Deus é Amor

774.830

Outros Penteconstais / Neopentecostais

2.514.532

Igreja Adventista do Sétimo Dia

1.209.842

Testemunhas de Jeová

1.104.886

Mórmons

199.645

Espiritismo

2.262.401

Umbanda

397.431

Budismo

214.873

Candomblé

127.582

Igreja Messiânica

109.310

Judaísmo

86.825

Tradições esotéricas

58.445

Islamismo

27.239

Crenças Indígenas

17.088

Orientais (bahaísmo, hare krishna, hinduísmo, taoísmo, xintoísmo, seicho-no-iê)

52.507

Outras religiões

41.373

Sem declaração / não determinadas

741.601

Sem religião

12.492.403




    • 3. Estado Laico:


Saiba o que é Estado Laico, Estado Secular, separação entre Estado e Igreja, características 
Estado laico: separação entre Estado e Igreja é uma das principais características

    • 4. Definição:

Também conhecido como Estado Secular, o Estado Laico é aquele que não possui uma religião oficial, mantendo-se neutro e imparcial no que se refere aos temas religiosos. Geralmente, o Estado laico favorece, através de leis e ações, a boa convivência entre os credos e religiões, combatendo o preconceito e a discriminação religiosa.

Desta forma, no Estado laico, a princípio, todas as crenças são respeitadas. Não há perseguição religiosa.

Em alguns países laicos, o governo cria normas para dificultar manifestações religiosas em público.

O Brasil é um país com Estado laico, pois em nossa Constituição há um artigo que garante liberdade de culto religioso. Há também, em nosso país, a separação entre Estado e Igreja.

Observações finais:

Nosso objetivo nesse trabalho não é de tomar a jurema como uma explicação da situação dos índios, ao contrário entender a jurema, sua origem e sua importância, fazendo apelo para o contexto primordial de onde nasceu o 'culto da jurema'. Mostramos como os índios utilizam a jurema na afirmação e reivindicações étnicas. Mesmo havendo uma certa concorrência entre os índios, o importante é que há relações entre os grupos indígenas, que se ajudam em sua identificação cultural; os que perderam a tradição da jurema vão se refontizar para continuar a se identificarem como índios.



FALTA TERMINAR O ESTUDO, ESTAMOS EM ANDAMENTO.
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